Paralisação é descartada por policiais civis
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quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma reunião entre o governador Roberto Requião (PMDB) e representantes dos policiais civis serviu ontem para a categoria descartar a possibilidade de greve, que estava prevista para ter início hoje. O encontro foi realizado no final da tarde de ontem em Curitiba. O governo do Estado teria manifestado a intenção de encaminhar o pedido de reposição salarial.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Alves Batista, afirmou que o governo ainda não divulgou o índice do reajuste. ''O importante é que o governador falou que vai nos atender.''
Na reunião, a categoria foi representada pelo Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), cuja sede fica em Curitiba. Batista manteve contato com membros da da entidade e revelou que o encaminhamento será dado pela Secretaria de Administração. ''A gente entende que uma defasagem salarial de mais de 100% não dá para ser reposta da noite para o dia. Mas o Requião transmitiu confiança e já havia prometido a valorização da carreira.''
Em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), onde cumpriu agenda com Requião, o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, descartou qualquer índice de reajuste, mas sustentou que a proposta em análise pelo governo só será levada adiante na ausência de paralisação. ''Greve só deve ser feita quando uma das partes interrompe a negociação, o que não é o caso. Temos interesse de resolver, mas sob pressão as coisas não funcionam.'' Para o governador, a reivindição ''é legítima, mas os salários nossos são os maiores do Brasil.'' (Colaborou Janaina Garcia)


