Os moradores de bairros próximos ao conjunto Giovani Lunardelli (zona leste) marcaram um protesto para amanhã contra a paralisação das obras do posto de saúde. Iniciada no começo da administração passada, a construção do posto de saúde do Lunardelli está parada desde meados de 1.996.
Depois de erguido o prédio, a construtora responsável pela obra abandonou a construção por atrasos no pagamento. Ficou faltando o acabamento. Enquanto isso, os cerca de 12 mil moradores da região, segundo cálculos da associação de moradores do Armindo Guazzi e Giovani Lunardelli, continuam usando o posto de saúde do conjunto Ernani Moura Lima que não tem estrutura física para toda essa demanda.
O presidente da associação, Imeciro Lopes, estima que a capacidade do posto do Ernani Moura Lima seja para uma comunidade de, no máximo, seis mil pessoas. ‘‘Formam filas de espera enormes e muitas vezes o pessoal não consegue ser atendido’’, reclama. A distância do posto é outro problema para os moradores, principalmente para a comunidade do Alexandre Urbanas, o conjunto mais distante do atual posto. O conjunto Giovani Lunardelli, que fica mais próximo do posto, está a uns dois quilômetros do Ernani.
Outro agravante são as ruas de terra dos conjuntos. Com exceção do Guilherme Pires e do Ernani Moura Lima, nem um conjunto das redondezas tem pavimentação. ‘‘Isso piora a situação porque muita gente, principalmente as crianças, têm bronquite por causa da poeira. E quando chove, fica a dificuldade é chegar no posto atual’’, lamenta Lopes. ‘‘Parar a obra está errado. Se a construtora abandonou, a Prefeitura tem que arcar com isso, não a população.’’ Na opinião dele, a Prefeitura poderia terminar a prédio com mão-de-obra própria. ‘‘Tem sala que já tem até azulejo. Falta pouca coisa e em uns 25 dias eles terminariam’’, acredita.
O superintendente da Autarquia do Serviço Municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, afirma que por enquanto não há previsões de retomada dessa ou de qualquer outra obra pela Prefeitura. Segundo ele, o posto de saúde do distrito rural de Irerê (zona sul) está na mesma situação, com a diferença de que lá a contrução está parada há pouco mais de um ano. Para concluir as duas obras, segundo Agajan, seriam necessários cerca de R$ 160 mil, de acordo com orçamento apresentado pela secretaria Municipal de Obras. ‘‘A administração passada não terminou porque não tinha recursos e nós também não temos’’, alega.
Além da dificuldade financeira, nesses dois casos, explica Agajan, existe ainda o aspecto jurídico. A construtora, que foi selecionada por licitação, precisa, de acordo com Agajan, formalizar a desistência das duas obras para que a Prefeitura possa abrir nova licitação e concluir os prédios. Segundo ele, não existe possibilidade de funcionários municipais fazerem o serviço.
‘‘Precisamos dessa liberação documentada para evitar de sermos acionados judicialmente pela empreiteira’’, diz. Segundo ele, os advogados da Autarquia já estão contatando o departamento jurídico da construtora, que é de Curitiba, para tentar um acordo. ‘‘Depois disso precisamos levantar os recursos e só então iniciar a licitação.’’ Segundo ele, não há débitos da Prefeitura com a construtora.

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