Paralisação atinge escolas e postos de saúde
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terça-feira, 06 de abril de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A população se deparou com portas fechadas, na manhã de ontem, em pelo menos 25 escolas e 13 postos de saúde da rede municipal de Londrina. O número corresponde a um balanço feito pelas secretarias de Saúde e Educação. A paralisação dos trabalhos por um dia partiu dos servidores municipais, em protesto à recusa da prefeitura em conceder o reajuste de 14,87% exigido pela categoria. Durante toda a manhã, os trabalhadores se concentraram em frente ao prédio da prefeitura. À tarde, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos de Londrina (Sindserv) e da prefeitura decidiram criar uma comissão para analisar a arrecadação do município (leia matéria na página 2).
De acordo com a secretária de Educação, Carmem Baccaro Sposti, entre as 77 escolas municipais de Londrina, 25 escolas pararam totalmente, 10 parcialmente e 32 tiveram funcionamento normal. A maior adesão ao protesto ocorreu na Zona Rural, que abrange 11 escolas. Nove ficaram fechadas e duas pararam parcialmente. Carmem explicou que não conseguiu dados nas 10 escolas restantes porque ninguém atendeu o telefone pela manhã. Nos 12 centros municipais de educação infantil, o funcionamento foi normal, de acordo com a secretária.
''Não fizemos nenhum tipo de pressão contra a paralisação, apesar de entender que este não é o momento apropriado. O dia (de ontem) faz parte do calendário letivo e terá que ser reposto. Pode haver também um desconto no pagamento relativo ao dia parado'', ponderou.
Na rede de saúde, funcionários foram remanejados para manter os serviços nas principais unidades. ''Preferimos fechar unidades em que restaram poucos funcionários e concentrar o pessoal nas unidades de 16 e 24 horas'', explicou a diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Margarete Shimiti. O remanejamento privilegiou o Pronto Atendimento Infantil (PAI), a Maternidade Municipal, o Posto de Saúde José Belinati (os três na Área Central) e as unidades básicas de saúde dos jardins Leonor (Zona Oeste), União da Vitória (Zona Sul) e Maria Cecília (Zona Norte).
Treze unidades da área urbana ficaram completamente fechadas. Entre as 10 unidades da Zona Rural, apenas a da Warta (Zona Norte) funcionou. Margarete informou que alguns postos mantiveram atividades internas, encaminhamentos e visitas familiares pré-agendadas, mas interromperam o atendimento direto ao público.
O diretor clínico do PAI, Mohamad Elkadri, temia superlotação na unidade em razão do fechamento de postos. O setor de raio-x foi fechado porque o funcionário responsável aderiu à paralisação. ''Os casos que necessitarem desse tipo de exame serão encaminhados para hospitais'', afirmou, pela manhã. Segundo o diretor, pouco mais da metade dos servidores municipais que atuam no PAI paralisaram. A unidade realiza entre 250 e 300 consultas diárias.
Na Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), o serviço foi integralmente mantido. Funcionários informaram que apenas servidores que estavam de folga aderiram à paralisação. No prédio da prefeitura, o atendimento à população foi mantido.


