O cenário quase paradisíaco da Ilha do Mel, no Litoral do Paraná, já atraiu mais de 37 mil pessoas desde o começo do verão. Em alguns dias, principalmente durante os finais de semana, o número de turistas que visita o local passa dos dois mil. E não faltam justificativas para a grande procura.
Nos 35 quilômetros de perímetro, são 16 praias para todos os gostos. Para os surfistas, a Praia Grande é a mais procurada. Para os turistas, Encantadas e Brasília ficam no primeiro lugar do ranking. Quem procura mais tranquilidade e praias quase desertas pode ir para o lado Norte, nas praias do Cassual, Coroazinha ou Limoeiro.
‘‘Depois que passamos a controlar a entrada de pessoas e a fiscalizar todos os tipos de abusos, a procura pela Ilha do Mel aumentou muito’’, explica o coordenador de embarque para a ilha pela Secretaria de Meio Ambiente, Jefferson Luiz Hoffmann. Hoje, a maneira mais comum usada pelos turistas para chegar até a ilha é embarcando em Pontal do Sul. O preço da viagem (ida e volta) é de R$ 6,00 mais R$ 2,00 para a taxa de visitação.
O visitante ainda pode escolher entre duas opções para desembarque. Em Brasília, próximo ao Farol, ou em Encantadas, próximo às grutas. Na compra do bilhete de embarque, o turista deve preencher um cadastro com os dados pessoais e as informações de onde vai ficar na ilha. Durante a viagem de barco, que dura aproximadamente 30 minutos, estudantes de Turismo e Biologia dão orientações sobre as proibições e educação ambiental.
‘‘Pernas pra que te quero’’ é o lema do turista na Ilha do Mel. Lá não existe ônibus coletivo ou aluguel de veículos para chegar até os pontos turísticos que ficam nos extremos da ilha. Caso o dinheiro esteja sobrando, a opção é alugar um barco, que em média custa R$ 120,00 pelo dia todo de passeio. Uma das principais dicas é levar pouca bagagem. Mas nela não podem faltar roupas leves e confortáveis, um bom tênis, chinelo, protetor solar (na ilha não se encontra sombra na beira da praia) e um repelente para afastar os insetos que atacam quando começa escurecer.
Mais de 80 pousadas e dezenas de campings fazem a estrutura de hospedagem no local. A diária fica em torno de R$ 10,00 para as pousadas e até R$ 5,00 para quem prefere acampar. A saída para economizar com bebida e comida é levá-las na bagagem. Lá, tudo é caro pela dificuldade do transporte. Uma garrafa de cerveja custa em média R$ 2,50, por exemplo. Os pratos com frutos do mar passam dos R$ 20,00, dependendo do local que se escolhe. O prudente é pesquisar os cardápios antes de sentar para comer.

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