Paraíba tem crise de saúde e terceiro julgamento é adiado
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quarta-feira, 04 de novembro de 1998
Sid Sauer 
O ex-chefe do almoxarifado da Prefeitura de Goioerê (72 km a oeste de Campo Mourão), Admílson de Souza Pereira, o Paraíba, teve seu terceiro julgamento adiado. O júri deveria ter acontecido ontem mas o réu estava internado. Ele já foi julgado duas vezes pelo atentado, ocorrido em junho de 1995, contra o então prefeito da cidade, José Paulo Novaes (PDT). Os dois julgamentos foram anulados.
Paraíba é epilético e estava internado desde sábado na Santa Casa de Goioerê, explicou o advogado do acusado, José Borges dos Santos. Se ele continuar doente, também não vai aparecer no júri marcado para segunda-feira, completou.
Segundo o advogado, Paraíba foi encaminhado ontem para uma clínica em Umuarama para fazer exames neurológicos. O advogado se irritou ontem, após o adiamento do júri, com a informação de que pode sair uma nova prisão preventiva contra Paraíba, caso ele não compareça ao julgamento de segunda-feira. Isso seria um absurdo, protesta Santos. Paraíba saiu da prisão do Ahú, em Curitiba, na quarta-feira, depois de conseguir um habeas corpus. O advogado alegou que ele estava preso havia mais de três anos sem ter sido julgado.
O atentado contra o então prefeito aconteceu num restaurante no centro de Goioerê, na noite de 14 de junho de 1995. Novaes ficou apenas ferido, mas uma mulher que estava numa mesa ao lado do prefeito morreu em meio ao tiroteio. Paraíba foi preso poucos dias depois e confessou o crime. Ele chegou a ser condenado duas vezes a 18 anos e 2 meses de prisão.


