‘Paraíba’ é julgado pela 4ª vez e pena cai 6 anos Sid Sauer De Campo Mourão O ex-chefe do almoxarifado da Prefeitura de Goioerê (67 km a oeste de Campo Mourão), Admilson de Souza Pereira, o ‘‘Paraíba’’, 32 anos, foi condenado, anteontem à noite, a 10 anos e 7 meses de prisão pelo antentado contra o então prefeito do município, José Paulo Novaes (PDT), que resultou na morte da comerciante Neuza Ely Farias, na época com 36 anos. O crime aconteceu na noite de 14 de junho de 1995. Foi o quarto julgamento de Paraíba pelo mesmo crime. Os três anteriores foram anulados pelo Tribunal de Justiça. Nos dois primeiros julgamentos, Paraíba havia sido condenado a 18 anos e 2 meses de prisão. No terceiro, a pena caiu para 16 anos e 7 meses. Apesar da condenação, Paraíba continua em liberdade até que o caso seja julgado em segunda instância. Ele chegou a ficar preso entre junho de 1995 e outubro de 1998 (incluindo uma fuga), mas foi solto através de habeas-corpus devido à demora da condenação. Desde então, ele voltou a morar em Goioerê. O ex-prefeito José Paulo Novaes também reside na cidade, onde é dentista. Paraíba alegou que vinha sendo humilhado por Novaes. No julgamento de anteontem, Paraíba voltou a dizer que agiu sozinho, contrariando a versão policial que aponta o então vereador Edilaudo Machado da Cruz como mandante do crime. Cruz está foragido desde a época do crime. Um segundo acusado de participação no atentado, Ronaldo Wilson Hernandes, 28, foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão e está preso. Já Fábio Henrique Afonso, o ‘‘Binho’’, 27, foi absolvido em dois julgamentos.