Autoridades de Santa Helena (111 km a oeste de Cascavel) anunciaram ontem que representantes do governo do Paraguai passam a se empenhar na instalação de um posto de fiscalização, em Puerto Índio, no outro lado do Lago de Itaipu, como alternativa à aduana conjunta que ambos os lados pretendiam ver instalada no porto de Santa Helena. A alternativa passou a ser considerada depois de um encontro na noite de sexta-feira, naquela cidade, para discutir a passagem de cargas pelo lago, o que depende de desembaraço fiscal.
A comitiva paraguaia que esteve em Santa Helena foi liderada pelo ministro da Integração, Gustavo Diaz de Vivar. A principal discussão foi em torno do fato do desembaraço de cargas ser possível em Santa Helena, onde existe estrutura necessária, ao contrário de Puerto Índio. Por isso, as cargas passam apenas pela Ponte da Amizade (entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Leste), onde há congestionamentos. Segundo o secretário municipal de Indústria e Comércio, Rudi Braum, a primeira opção seria instalar a aduana paraguaia junto a existente no lado brasileiro.
Os participantes da discussão concluíram, porém, que há dificuldades legais e administrativas para viabilizar esta proposta, decorrentes de um tratado sobre portos e aduanas do qual participam Brasil e Paraguai, e também pela exigência de fiscalização fitossanitária de produtos agropecuários, que deve ser feita no país de origem das cargas. Por isso, os dois lados da fronteira optaram por reivindicar do governo paraguaio a instalação do posto de fiscalização, de implantação mais fácil, e que poderia ser viabilizada rapidamente.

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