Policiais paraguaios prenderam na manhã de anteontem, em Salto del Guaira (Paraguai), um homem suspeito de participar da chacina no último dia 22 de setembro, quando 15 pessoas foram mortas e outras oito ficaram feridas, em Guaíra. Apesar de a notícia ter agitado a polícia brasileira, que seguiu para o país vizinho logo depois de notificada, a participação do homem no crime não foi confirmada.
O preso, cuja identidade não foi revelada, estaria envolvido com roubos de motocicletas na região. Policiais civis de Guaíra levaram o suspeito para a delegacia de Mundo Novo (MS), onde teria cometido os crimes.
''Ele era um ladrão de motos que estava numa pensão e a polícia paraguaia acabou desconfiando dele, mas não tem nada a ver com o caso'', disse o delegado de Guaíra, Pedro Lucena.
Hoje completa uma semana que o Paraná registrou o maior massacre de sua história. O crime aconteceu na chácara de Jossemar Marques Soares, o ''Polaco'', na Vila Santa Clara, periferia da cidade, às margens do Rio Paraná, na fronteira com o Paraguai. Antes da chacina, o local era tido pela polícia como ponto de comercialização de drogas.
Tanto a polícia brasileira quanto a paraguaia continuam realizando buscas, principalmente na região de Salto del Guaira, onde os acusados de serem os autores da chacina (Jair Correia, Gleison Correia e Ademar Fernando Luiz), teriam sido vistos pela última vez.
Sobreviventes
Três pessoas que conseguiram sobreviver ao massacre continuam internadas em hospitais de Cascavel, Toledo e Umuarama. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) reforçou o policiamento nesses locais, a pedido de familiares e da direção dos hospitais.

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