Um grupo de 22 professoras de Assunção está em Cascavel conhecendo programas de recuperação e preservação do meio ambiente, cujos resultados podem servir para embasar discussões em escolas e também ser aplicados na capital paraguaia através da Universidade Tecnológica de Assunção (UTA). Um dos programas de maior interesse é o de coleta seletiva de lixo reciclável.
A vinda do grupo faz parte de um intercâmbio entre as prefeituras das duas cidades e instituições científicas e tecnológicas. O prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros (PPB), é vice-presidente do Fórum de Municípios do Mercosul e tem uma assessoria especial para intercâmbio com municípios de países do bloco, chefiada pelo jornalista argentino J.J. Durán, que mora em Cascavel.
O grupo, que permanece a semana toda na cidade, é liderado pelo professor Tomas Manuel López Safi, da UTA. Safi diz que alguns programas desenvolvidos em Cascavel podem ser adaptados às condições paraguaias, caso do tratamento dado ao lixo urbano. As professoras também adquirem experiências para promover a educação ambiental entre estudantes.
Na Escola de Treinamento Agropecuário, mantida pela prefeitura de Cascavel e voltada à qualificação de famílias rurais, o grupo participa do curso ‘‘Incorporação da Educação Ambiental’’, ministrado por monitores da Emater/PR, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Em uma das aulas, Paulo Tasquetto, da Emater, abordou o tema ‘‘Meio Ambiente e Desenvolvimento’’.
Tasquetto relatou impactos resultantes do crescimento demográfico e econômico das cidades, com o aumento do volume de lixo urbano e industrial. As aulas práticas ocorrem no Parque Ambiental, aterro sanitário e Centro de Processamento e Transferência de Materiais Recicláveis, do programa Ecolixo, orientado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e Fundação Tecnológica de Cascavel.
O Centro recebe lixo reciclável separado, depositado por moradores em cestos especiais fornecidos pela prefeitura. Os cestos são coletados por caminhões com compartimentos específicos para papel, plásticos, metais e vidros, comercializados com empresas recicladoras. Uma delas transforma plásticos em conduítes (canos para fios elétricos).
O Ecolixo é desenvolvido experimentalmente em três bairros. Também participam catadores de papel, agora classificados como ‘‘agentes ecológicos’’, que receberam carrinhos-padrão da prefeitura e são remunerados pelo volume de materiais entregues.

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