Foz do Iguaçu - Paraguaios estão usando documentos de brasileiros para buscar atendimento pelo SUS, na Santa Casa Monsenhor Guilherme - o maior hospital filantrópico do Extremo-Oeste do Paraná. A denúncia foi feita pelo coordenador de Planejamento do hospital, Márcio de Matteis. A direção da Santa Casa suspeita ainda que a fraude possa estar facilitando a adoção irregular de bebês. Os casos estão sendo investigado pela 6ª Subdvisão da Polícia Civil.
Para burlar a legislação, os estrangeiros contam com a conivência de pessoas que moram em Foz do Iguaçu. A polícia abriu inquérito para apurar cinco casos suspeitos. Quatro deles são referentes a gestantes, que procuraram o hospital para ter filhos. O outro é de um jovem de 20 anos, que sofreu um acidente. O rapaz foi internado usando documentos de um brasileiro. Os acusados poderão responder por crime de falsidade ideológica.
Outra suspeita grave é de que brasileiras estariam emprestando seus documentos à gestantes paraguaias, para que elas sejam atendidas pelo SUS. Esse procedimento pode acabar contribuindo para os casos de adoção irregular de bebês. Isso porque depois do nascimento da criança, o hospital emite um atestado com o nome de quem forneceu os documentos, como mãe legítima do recém-nascido.
De posse dessa declaração é possível registrar o bebê em qualquer cartório sem maiores problemas. ‘‘Além do prejuízo financeiro, outra preocupação que existe é com a imagem do hospital, que pode ficar comprometida’’, diz Matteis. De acordo com a legislação brasileira, só os pacientes que moram no Brasil podem ser atendidos pelo SUS.

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