Paraguaio tem problema para liberar carro batido
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terça-feira, 25 de março de 1997
Sucursal de Cascavel 
O paraguaio Carlos Esteban Roa, 40 anos, jornalista do Canal 4 (TV a cabo) de Ciudad del Este, disse ontem estar enfrentando dificuldades inexplicáveis para conseguir liberar seu automóvel, um Mitsubishi Eclipse, retido há mais de um mês pela Polícia Civil brasileira em Realeza, no sudoeste do Estado. Roa diz enfrentar uma repetição de pedidos de documentos. Já comprovei não haver nada de irregular, reclama.
O paraguaio relata que seu carro sofreu grandes estragos em um acidente. Como na cidade não havia peças e outros componentes, ele comprou um Mitsubishi batido no Paraguai e levou-o para Realeza para serem transferidos os componentes. Depois, foi informado de que seu automóvel e a sucata estavam apreendidos para averiguações.
Carlos Esteban Roa sustenta que tem notas do carro batido que comprou, além de toda a documentação de seu próprio veículo. Para ele, as dificuldades que enfrenta podem estar relacionadas ao fato de ser estrangeiro. Roa afirma que comunicou o caso ao Consulado Paraguaio em Foz do Iguaçu. O delegado de Realeza, João Carlos Galvão de Meira, prefere não fazer comentários, alegando que o assunto já está na competência do Ministério Público.
Mesmo cauteloso, o delegado acrescentou que faltava a apresentação de alguns documentos, que o paraguaio estaria providenciando ontem mesmo. Mas quanto à liberação, não é mais problema da Polícia. O promotor Jorge César de Assis não foi localizado, ontem, e segundo informação obtida no Fórum, havia viajado para Cascavel. Ele pediu uma perícia nos dois carros, que será feita pela Polícia Técnica.


