O cônsul-adjunto do Brasil em Ciudad del Este, Djalma Mariano, e o representante do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, Samuel Gomes dos Santos, não localizaram ontem o menor Ivonei Quadros, de 10 anos, durante visita à Penitenciária Regional de Alto Paraná e Canindeyú, em Ciudad del Este.
Ivonei, morador na Vila Miranda, vendedor de doces na Vila Portes (área da Ponte da Amizade), desapareceu em outubro, depois de uma discussão com familiares. Anteontem, seu irmão Gilberto, 18 anos, disse tê-lo reconhecido, recentemente, na Comissaria de Polícia de Hernandárias, no Paraguai. ‘‘Ele estava com a cabeça raspada, chorava e não conseguia falar’’, disse ele.
No entanto, a versão do rapaz deu margem à interpretação policial de que ele se frustrara por não obter êxito nas buscas. Ontem à tarde, Gilberto ficou transtornado ao ouvir da polícia paraguaia que não havia qualquer registro de prisão do garoto em Hernandárias.
A família do menino e os vizinhos estão abalados com o seu desaparecimento. No final da visita à penitenciária, por volta de 16h30, Gilberto chegou a suspeitar que a polícia paraguaia tivesse ‘‘escondido’’ Ivonei.


Irmão disse ter
reconhecido Ivonei
na delegacia de
Hernandárias


O cônsul Djalma Mariano garantiu ao advogado Samuel Gomes que a foto de Ivonei será distribuída à imprensa e à polícia paraguaia, em Assunção a fim de facilitar a sua localização.
O vaivém de menores entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este é intenso. Eles fazem ‘‘biscos’’ no Paraguai, mas também entram na ciranda do vício em entorpecentes. Flagrados, recebem tratamento semelhante às crianças paraguaias. São levados para o Reformatório Panchito López, em Assunção, e só voltam depois de receber assistência médica, psicológica e religiosa. Esses itens não existem na fronteira. Emissoras de rádio e televisão mostraram-se dispostas a ajudar a família na localização de Ivonei.

mockup