Paraguai e Argentina também vão participar
A diferença no formato da campanha de Combate ao Turismo Sexual Infanto Juvenil em Foz do Iguaçu deve ser a participação do Paraguai e Argentina. Os dois sócios do Brasil no Mercosul foram convidados e fizeram sinal positivo.
A situação é mais grave, segundo o Movimento de Direitos Humanos, em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, onde 2.440 mulheres estão se prostituindo. Desse total, 67% são menores de idade, de acordo com o último levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude (Unicef), da qual os três países são signatários.
O Pólo Internacional do Iguassu, entidade que engloba empresários de turismo de Foz, Ciudad del Este e Puerto Iguazu, já firmou compromisso para apoiar a idéia. Temos consciência de que a maior vítima do turismo sexual somos nós mesmos, diz o empresário Névio Rafagnin, presidente do Pólo.
O presidente da Câmara de Vereadores de Foz, Hermes Vetorello (PDT), já estuda a aprovação de lei semelhante à de Porto Alegre. Pela lei, os estabelecimentos flagrados com menores de idade praticando sexo podem ter alvará suspenso por 30 dias e, em caso de reincidência, a cassação pode ser definitiva. Também estão previstas multas de cem a mil unidades fiscais do município.





