Curitiba - A Parada da Diversidade GLBT 2007 reuniu ontem, no centro de Curitiba, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transsexuais e curiosos que seguiram acompanhados por dez trios elétricos da Praça 19 de Dezembro, conhecida como Praça do Homem Nu, até a Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, onde foi montado um palco. Além de uma animada festa, os organizadores dizem que a parada é um recurso para debater o respeito.
Ao longo do trajeto, circulou entre os participantes um abaixo-assinado em apoio ao projeto de lei que criminaliza a homofobia. O projeto tramita no Senado e atualmente encontra-se na Comissão de Direitos Humanos (CDH). Depois, ele segue para a Comissão de Constituição e Justiça para então ser encaminhado ao plenário. Relatora do projeto na CDH, senadora Fátima Cleide (PT/RO) esteve em Curitiba e disse que encontra resistência dos colegas de parlamento ao projeto. ''Não tem sido fácil, mas ainda temos esperança'', afirmou. A Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT conta com 220 integrantes.
A londrinense que mora em Curitiba há 20 anos, Maurina Rodrigues, de 43 anos, observa que a grande quantidade de heterossexuais que participam da parada demonstra que o ''mundo gay'' está mais presente na vida de todos. ''Tem todo tipo de pessoas curtindo, as famílias vêm acompanhar os parentes gays. Tudo isso ajuda a deixar de lado os preconceitos'', defende. Para a companheira dela, Sueli Silva, de 43 anos, a sensação de liberdade que a festa transmite é um atrativo. Maurina também sugere a realização de uma Parada da Diversidade em Londrina. ''Tem que fazer uma lá no ano que vem. Eles têm que mostrar que existem e estão lá'', justifica.
Para a drag queen Lindsey Ryan, de 21 anos, a festa ''é um meio de reivindicar os nossos direitos e mostrar que o preconceito não está com nada''.

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