Curitiba - Milhares de pessoas participaram ontem da Parada da Diversidade em Curitiba. Esta é a 10 edição do evento realizado em comemoração ao Dia do Orgulho Gay (28 de junho), além de servir como forma de chamar atenção para as reivindições do grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).
Neste ano, segundo o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, a principal bandeira do movimento é a aprovação do projeto de lei complementar 122/2006, em tramitação no Congresso, que propõe a criminalização da homofobia. ''Esperamos que os senadores do Paraná vejam que não somos nem um, nem dois, somos muitos. A única minoria que ainda não tem nenhum tipo de proteção legal'', afirma.
Reis ressalta que apesar da Parada Gay ter um aspecto de festa popular é preciso não desvalorizar a característica de mobilização social do evento. ''É uma festa reivindicatória. Precisamos sensibilizar a sociedade para o respeito à diversidade'', defende.
Para a presidente da Associação Paranaense de Lésbicas, Adriana Piske Rudolf, a Parada é ainda mais importante para as mulheres homossexuais. ''Nós sofremos duplo preconceito. O primeiro por ser mulher e o outro por ser lésbica'', disse. De acordo com ela, eventos como este ajudam a combater o preconceito, principalmente dentro da própria família. ''A gente expõe publicamente nossa orientação sexual porque, ao ver que o restante das pessoas aceitam e respeitam isso, as nossas famílias também passam a respeitar'', completa.

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