Parada abandonada pode se tornar ponto cultural
Um projeto da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e Secretaria de Estado da Cultura prevê o tombamento de 30 estações de trem, pelo Patrimônio Histórico do Estado. Pelo projeto, as estações que hoje estão abandonadas, serão ocupadas por atividades culturais e museus.
As antigas estações de Banhado, Véu de Noiva e a Casa Ipiranga, no meio do trecho ferroviário entre Curitiba e Paranaguá, vão virar estações científicas e centros culturais. Entidades ecológicas, como o Instituto Guará, prefeituras e pesquisadores, querem transformar a estação de Banhado em um museu ecológico, a parada do Véu de Noiva em um centro de Ecoturismo e a Casa Ipiranga em um centro de pesquisa botânica e estação meteorológica. Para isso esperam a aprovação do projeto pelo patrimônio histórico. Não faltam candidatos para patrocinar a reforma dos prédios, garante Paulo Sydnei Ferraz, chefe do escritório regional da RFFSA.
Outra estação que deve ser reativada é a de Antonina, no Litoral do Estado. Desde 1978 não é feito mais o transporte de cargas e passageiros pela linha férrea, que sai de Morretes. A estação virou depósito das escolas de samba e os trilhos estão cobertos pelo mato. Mas esta situação deve mudar, se depender da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), que junto com a prefeitura da cidade e a empresa Ecovia -que administra o lote 6 do Anel de Integração- pretendem reformar o prédio e reativar o passeio de litorina. A reforma foi orçada em R$ 70 mil e o projeto está sendo estudado pelos ministérios de Turismo e Transporte.(D.N.)





