Para usuários, situação em microônibus é 'torturante'
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sábado, 01 de maio de 2004
Janaina GarciaReportagem Local 
''Às vezes a gente não precisa nem segurar, de tão abarrotado que o veículo vai. É torturante''. O desabafo é da auxiliar de serviços gerais Valdelice Maria da Silva, de 37 anos, sobre umas das linhas que faz o transporte coletivo em Londrina. A exemplo dela, diversos outros usuários andam descontentes com a mudança efetuada no início do ano na linha 412, que segue até o Conjunto Hilda Mandarino (Zona Norte). Em vez de ônibus convencional, o transporte de passageiros está sendo feito com microônibus.
Segundo Valdelice, a alteração foi feita em época de férias da Universidade Estadual de Londrina (UEL), quando o fluxo de passageiros geralmente é menor. ''Hoje é um tumulto só, a gente vai para casa, à noite, completamente massacrado'', reclamou.
Apesar de, por lei, ter o direito de viajar sentada, a aposentada Joana Veronez Amaral, 59, contou já ter perdido a conta de quantas vezes usou o microônibus em pé, se equilibrando entre passageiros mais jovens. ''Ou a gente vai assim, ou não vai'', disse. O office-boy Nayheme Glor Sanches, 18, concorda. ''Principalmente depois das 17h30, não tem como ir sentado'', comentou.
A estudante Carla Vizetti, de 18 anos, admitiu já ter ido a pé do terminal para casa. ''Ou a gente faz isso, ou espera um tempão pelo próximo, torcendo por uma cadeira'', reforçou.
Motorista da linha, Edílson Lugão Silva, 32, não considera o veículo lotado nem nos horários de rush: ''Em geral, levo de 45 a 50 passageiros'', comentou. Contudo, segundo o coordenador de transporte e terminais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Santos de Jesus, a capacidade do microônibus é de 19 passageiros sentados.
De acordo com Jesus, uma equipe da CMTU está desde quinta-feira acompanhando o fluxo na linha 412 para efetuar as mudanças que forem necessárias. Conforme ele, a volta do ônibus convencional para o bairro não está descartada, bem como a adoção de mais um microônibus. ''Em março isso já foi feito com seis outras linhas, as quais tiveram resolvidos seus problemas'', garantiu.


