Para Ules, medida não resolve o problema
Assim como a revista, a implantação da catraca eletrônica nas escolas públicas não resolve o problema da violência, comentou ontem o presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules), Tiago Andrey de Abreu. Para a entidade, o problema só será revertido quando houver uma discussão ampla, ''com o engajamento maior e efetivo de todos os setores que trabalham com educação''.
Abreu destacou que a Ules, por exemplo, irá promover palestras entre os estudantes secundaristas. Um primeiro debate já aconteceu no Colégio Estadual São José, no Jardim Leonor (zona oeste), onde um representante do Conselho Tutelar conversou por algumas horas com cerca de 50 alunos.
Outro ponto levantado pela Ules é o benefício da meia-entrada em cinemas, eventos culturais e esportivos para estudantes que utilizarem o cartão magnético ou com código de barras. A Ules não reconhece como válido o cartão implantado pelo Colégio Albino Feijó Sanches. Abreu revelou ainda que alguns alunos da escola da zona sul procuraram a entidade para reclamar do valor cobrado. A direção do colégio diz que os benefícios estão garantidos por força de uma medida provisória assinada em 2001, que acabou com o monopólio das entidades estudantis com relação à carteira de estudante.
Já o cartão do Colégio de Aplicação é considerado legal pela Ules porque foi firmado um acordo com a direção da escola. O cartão será confeccionado já com os símbolos da Ules e da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) ao preço de R$ 5,00 para o aluno.





