Ontem pela manhã não houve treinamento para os 20 atletas da categoria de base do Internacional, de Porto Alegre, que está na cidade para disputar a 9 Copa Brasil Sub 15. Eles tiveram um encontro especial com alguns adolescentes que estudam na Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), atendendo a programação socioeducativa da Copa Brasil.
O time e a comissão técnica tomaram café da manhã na entidade, acompanharam parte da aula de futebol e visitaram as oficinas onde são ministrados os cursos profissionalizantes.
''Esses garotos têm uma carência social muito grande e essa já foi a realidade de muitos atletas das categorias de base de grandes times. Por isso, essa visita é uma forma de incentivar os garotos daqui e trocar experiências'', diz o supervisor do time, Leonardo Alonso, que ficou muito contente com o trabalho realizado na Epesmel.
''As crianças se ocupam com atividades que influenciam também o aprendizado social. Acredito que quanto mais oportunidades forem dadas a essas crianças, mais chances se tem de formar bons cidadãos'', ressalta.
Como a história do jogador Matheus Oliveira de Souza, de 13 anos, que deixou o campo de futebol de um projeto social no Rio de Janeiro para integrar o time Sub 14 do Internacional. ''Olho para esses meninos e lembro da minha história. Por isso, tento dizer para eles que sempre existe esperança e que tem sempre alguém olhando o nosso trabalho e o nosso talento'', conta o atleta, que foi descoberto por um olheiro.
E é justamente a esperança, que move o garoto Luis Felipe Gonçalves, de 11 anos, que como muitos outros meninos assistidos pela Epesmel, carrega uma história familiar triste. ''Achei muito legal ver o time aqui, porque quase ninguém vem nos visitar. Eles puderam perceber que mesmo com as dificuldades, temos potencial e muita vontade de aprender. Um dia, algum de nós pode se tornar um grande jogador também'', diz o garoto, que sonha em atuar nos gramados dos grandes times, mas revela não ter preferências. ''Pode ser qualquer um'', completa.
De acordo com o diretor geral da entidade, Padre Carlos Alberto Wessler, a escolinha de futebol é um chamariz para os jovens que estão em situação desfavorável. ''Os meninos gostam de futebol e por meio da escolinha, conseguimos que o adolescente venha para cá. Quando ele percebe, já está fazendo um curso profissionalizante e em seguida, sendo encaminhado para o mercado de trabalho'', afirma.
Atualmente, a Epesmel atende 950 crianças e adolescentes, de 7 a 17 anos, com cursos profissionalizantes, aulas de futebol, formação humana e cristã e informática.

mockup