Para trabalhadores, reforma das barracas é suficiente
Artesãos da Praça Marechal Floriano Peixoto ouvidos pela Folha asseguraram que não vão se transferir do local como quer a prefeitura. Eles apontam como solução para o impasse a reforma das barracas e estão dispostos, inclusive, a pagar pelo benefício. Eles também criticam o inícios ''apressado'' das obras de revitalização.
Para a artesã Marina Peres, 58 anos, há 21 anos trabalhando na Praça Marechal Floriano Peixoto, ''a reforma repentina (da praça) foi pirraça do Wilson Sella (presidente da CMTU)''. Ela apontou que não aceita se transferir para o prédio proposto pela Prefeitura porque a barraca ''é o seu ganha pão'' e teme que a mudança signifique prejuízo. ''No Centro de Referência sei que não vou ganhar o que ganho aqui'', argumentou. Ela afirmou que é com as vendas de bolsas e cintos que sustenta os quatro filhos dois deles são deficientes e ainda não conseguiram a aposentadoria.
De acordo com a artesã, o ideal seria a prefeitura optar pela reforma dos boxes, que estão precisando de readequações. ''Eles poderiam melhorar as barracas e, se for preciso a gente paga, como já pagamos quando elas foram construídas'', disse.
Carlos Roberto Alves, 39 anos, tem um box na praça há 18 anos e concordou que ''as barracas estão feias e a praça precisando de revitalização'', mas ponderou que ambas poderiam ser reformadas sem prejuízo para nenhum dos lados. ''Vem muita gente de outras cidades comprar aqui e isso ajuda os comerciantes do Calçadão.''





