Para sindicato, 25% da população serão atingidos
A possibilidade de fechamento da Usina Termelétrica e da Carbonífera Cambuí está preocupando toda a cidade de Figueira, principalmente as pessoas que perderão seus empregos. O operador de correia da Cambuí, Wendel Bento Magalhães, disse que todos foram surpreendidos, pois a expectativa era de uma repotenciação da usina, algo que poderia aumentar a quantidade de empregos, e não exterminá-los. Durante as obras de repotenciação seriam criados cerca de 900 postos de trabalho. Após a conclusão, outras 50 pessoas teriam emprego garantido.
Wendel declara que se realmente perder seu emprego, não terá outra alternativa a não ser procurar trabalho em outra cidade. ''Na região de Figueira não tem emprego para todo mundo. Vamos ter que mudar daqui e procurar emprego em uma cidade grande'', comentou.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Carvão do Estado do Paraná, Jacob Kmita, informou que 25% da população local seriam diretamente atingidos com o fechamento das empresas. Ele entende que a única pessoa que pode intervir em favor da manutenção da usina é o governador Roberto Requião (PMDB). ''O governador sempre demonstrou estar preocupado com a questão social. Sem dúvida, estamos na iminência de um problema social'', disse.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Copel, mas não recebeu uma resposta sobre o fechamento da Usina Termelétrica de Figueira.





