‘‘A convocação do Conselho Universitário foi mais um golpe do reitor, pois estamos pedindo isso há três semanas’’, analisou o presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento.
O ‘‘golpe’’, segundo ele, se configura pelo fato de que o reitor teria se aproveitado do esvaziamento do movimento local no dia 19, por causa do ato público em Curitiba. ‘‘Vamos ter que contar com a boa vontade dos conselheiros.’’
Nascimento também atacou o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig. Ele criticou a decisão do secretário de não discutir com a comunidade o projeto de lei que será encaminhado na próxima semana para a Assembléia Legislativa. ‘‘Essa discussão precisa ser democratizada’’, sinalizou. Ele também disse temer os ‘‘tais mecanismos de controle’’ que serão implantados nas universidades caso o projeto seja aprovado.
O presidente da Assuel também descartou a possibilidade de a paralisação ser encerrada por causa da apresentação do projeto de lei. ‘‘Nossa greve pretende caminhar pela via da reposição e a autonomia não será moeda de troca para o fim da greve.’’ Hoje pela manhã, servidores e professores se reúnem em assembléias separadas no campus da UEL.

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