Sobre as iniciativas dos Consegs, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp) informa que entende como uma atitude positiva o envolvimento da sociedade nas questões de segurança pública.
Em nota, a secretaria afirma, no entanto, que dentro da realidade de todo o Paraná, são atitudes isoladas e a Sesp não está se furtando das suas obrigações de fornecer equipamentos e armamentos necessários.
A assessoria da Sesp aponta como exemplo a entrega de 20 fuzis distribuídos para a região de fronteira, no fim de 2015, por meio de uma parceria com o Exército Brasileiro, para reforçar o policiamento ostensivo e repressivo na área.
Sobre o conserto de viaturas, a Sesp informa que o procedimento é de competência da Secretaria da Administração e da Previdência. A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com a assessoria da pasta ontem de manhã.
Com relação à superlotação, a Sesp informa que o problema nas carceragens das delegacias vem sendo amenizado. Segundo a secretaria, no início de 2011, a Polícia Civil gerenciava em torno 14 mil presos e hoje o número é próximo de 9 mil. E cita como exemplo a delegacia de Foz do Iguaçu (Oeste) que, em 2011, abrigava 480 presos e hoje tem apenas 10 – todos em situação de flagrante e aguardando decisão judicial para entrar no sistema penitenciário.
A cúpula da Segurança Pública afirma trabalhar para zerar o número de presos em delegacias. Semanalmente, o Comitê de Transferência de Presos, que conta com representantes do Judiciário e do Ministério Público, autoriza a transferência de delegacias para o sistema prisional.(V.O.)

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