Não é preciso muita coisa para ser voluntário. Às vezes, basta algumas sucatas e a vontade de ajudar. O voluntariado também não tem idade - principalmente em datas como hoje, Dia das Crianças.
É o que estão ensinando os cerca de alunos da 5 série da Colégio Estadual Marcelino Chamapagna®MD77¯t®MDNM¯, que no dia 20 estarão presenteando as crianças do Lar Anália Franco com brinquedos de sucata, que fizeram nas aulas de Educação Artística.
O presente chegará atrasado. Isso é o que menos importa, já que a lição de solidariedade será aprendida por quem doa e os que recebem. ''Acho importante, nessa idade, alunos que nunca foram a um orfanato conhecer essa realidade e poder ajudar outras pessoas'', ressalta a supervisora do colégio, Wanda Alba Aranda, que já realizou outros trabalhos voluntários.
A farmacêutica Vanda Pierotti destaca o que a faz ser uma voluntária no lar. ''A vontade de auxiliar o próximo. Sempre gostei de ajudar e é isso que move a gente'', avalia.
Não são apenas os voluntários que têm papel importante na vida dessas crianças. As mães e os pais sociais constróem com as crianças internas um verdadeiro álbum de família.
Inicialmente pela remuneração de um salário, casa e comida, Aparecida Benedita da Silva dos Santos, 45 anos, e o marido, Milton Pereira dos Santos, 50 anos, decidiram ser pais sociais.
Mãe de duas filhas, assumiu outras crianças. Atualmente moram em sua casa lar 19 internos. Nos 17 anos como mãe social, Aparecida ainda não se acostumou em ver os filhos saindo de casa para se casarem. ''O Afonso, a Verinha, a Lucimara'', mata a saudade só de lembrar os nomes.(F.L.)

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