Para Sanepar, corte parcial não é viável
Giovani Ferreira
De Curitiba
Além de ser tecnicamente inviável, a Sanepar entende que o projeto do vereador Delmar Pimentel (PL), que impede a companhia de cortar a água dos clientes devedores de Ponta Grossa, pode incentivar o aumento da inadimplência. Na semana passada a Câmara Municipal aprovou um projeto que proíbe a Sanepar de interromper integralmente o fornecimento de água aos usuários que não pagam a conta.
Iglan Oberg, gerente de negócios da Sanepar em Ponta Grossa, fez um apelo ao prefeito Jocelito Canto (PSDB) para que o Executivo não sancione o projeto de lei. Se a lei for sancionada, a Sanepar está quebrada e ninguém vai abastecer Ponta Grossa, disse Iglan.
Pelo projeto a Sanepar seria obriga a manter pelo menos 10% do abastecimento aos usuários devedores. Para isso a empresa teria que instalar um registro na calçada em frente a residência, de forma a controlar o volume de água destinada aos indadimplentes. Segundo Iglan, além de gerar enormes despesas, não existem equipamentos que garantam a implantação de um sistema seguro para fazer esse controle.
Atualmente Ponta Grossa possui 66.448 ligações de água. Conforme a assessoria de imprensa da companhia, são efetuados de 2 mil a 3 mil cortes no fornecimento por mês. Isso representaria uma inadimplência mensal entre 3% e 4%. A Sanepar contestou a informação repassada pelo vereador Delmar Pimentel, quando ele diz que na Vila Nova, periferia de Ponta Grossa, existem quase 200 famílias que estão sem água porque a Sanepar interrompeu o fornecimento. Pelos números da assessoria, apenas 38 casas estão sem o produto naquela localidade.
O vereador Delmar Pimental acredita que o projeto será sancionado pelo Executivo. O prefeito Jocelito Canto tem 15 dias para dar um parecer e sancionar a lei ou vetar o projeto. O prazo começou a vigorar ontem. Caso seja vetado, o projeto voltar para Câmara Municipal, onde os vereadores podem derrubar o veto e promulgar a lei.





