O reitor da Universidade de Londrina Jackson Proença Testa afirmou ontem em entrevista coletiva que a liberação do agrônomo Efraim Rodrigues está baseada no artigo oitavo da lei 7.347, de julho de 1985, que prevê a solicitação, por parte do Ministério Público, de certidões, informações, exames ou perícias a qualquer organismo público em ações de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente. Além da lei, lembrou o reitor, existe há três anos convênio da UEL com o Ministério Público que objetiva auxílio mútuo em questões ambientais. ‘‘Por isso, a universidade está atendendo fielmente o pedido da Promotoria do Meio Ambiente’’, disse Testa.
O reitor garantiu que Rodrigues terá total liberdade para escolher os componentes da comissão, mesmo que sejam de outras instituições. Disse também que, por ceder profissionais para realizar o trabalho, a universidade terá no mínimo uma ‘‘responsabilidade indireta’’ pelo laudo - ainda que, ele argumenta, juridicamente o laudo será de uma comissão designada pelo Ministério Público, e não da UEL. ‘‘A universidade está ‘colaborando’ com o trabalho, fornecendo pessoas qualificadas’’, disse.
O assunto continua gerando discussão entre os vários segmentos. O secretário do Meio Ambiente do Estado, Hitoshi Nakamura, declarou ontem que não é contra a doação do aterro do Igapó para a iniciativa privada. Ele esteve em Londrina para a solenidade de entrega de veículos para o Programa Florestas Municipais. Segundo Nakamura, antes de qualquer decisão é necessário a conclusão das análises que estão sendo feitas pelo Instituto Ambientel do Paraná (IAP) a pedido da Promotoria do Meio Ambiente de Londrina. ‘‘A princípio não vejo porque não podemos aliar uma área arborizada com um empreendimento voltado ao lazer.’’ Entidades, escolas, professores e alunos universitários já se posicionaram contra o projeto da prefeitura.

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