CAMPO MOURÃO - Os prédios de Campo Mourão que têm pára-raios com cápsula de amerício 241 devem substituí-los por aparelhos do tipo Franklin. Esse é o teor de um ofício que a Secretaria Municipal de Saúde está enviando para os edifícios e para empresas da cidade. O documento orienta síndicos e proprietários de prédios dotados com o equipamento sobre os perigos e a ineficiência do modelo condenado pelo Instituto de Engenharia Nuclear (INEN).
A prefeitura não sabe quantos pára-raios com cápsula de amerício existem na cidade, nem onde estão instalados. Por isso, o ofício está sendo entregue em todos os estabelecimentos que tenham o aparelho de segurança. ‘‘É importante que cada um identifique o tipo do pára-raios instalado na sua empresa ou condomínio em que mora’’, ressalta a enfermeira Elizabeth Mitiko Konno. O alerta vale também para que sejam conferidas as condições de funcionamento do aparelho.
O problema do amerício 241 é que ele é idêntico ao césio, que já provocou tragédias radioativas no País. ‘‘Quem descobrir que seu pára-raios não está dentro das normas deve procurar a Secretaria de Saúde’’, explica a enfermeira. Os aparelhos desse modelo terão que ser desativados para evitar riscos de contaminação e enviados para o INEN.

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