O Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) é uma das entidades envolvidas na viagem dos brasileiros para a cidade portuguesa de Vila de Rei. Para a presidente Luiza Pupin, não houve problemas na organização do projeto, apenas dificuldades de adaptação restritas a uma família.
''É natural que ocorram problemas de adaptação porque as culturas são diferentes. Uma pessoa pode não se adaptar e querer voltar. Mas elas podem trabalhar de forma legalizada em qualquer lugar do país, o que é uma prova de que o programa deu certo'', comenta Luiza.
A administração de Vila de Rei divulgou nota informando que as quatro famílias receberam, como estava previsto no contrato, ''alojamento, alimentação e emprego, além de todo o apoio no processo de legalização.'' A nota assinada pela presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, o equivalente à prefeitura municipal, Irene Barata, informa ainda que duas das quatro famílias estariam ''integradadas na Comunidade vilarregense e perfeitamente adaptadas no trabalho que desenvolvem'' e que as duas outras famílias desistiram do projeto.
Segundo ela, o acordo previa que o grupo de 15 maringaenses viveria em um sobrado e teriam emprego para receber 400 euros iniciais. E inclusive a jornalista Cecília Fraga foi a primeira a conhecer Vila de Rei, tendo inclusive a passagem paga pelos outros integrantes do programa.
Luiza Pupin conta que se dispôs a ajudar o programa por ser nascida em Portugal e naturalizada brasileira. ''Todas as cláusulas foram cumpridas. A falha talvez tenha ocorrido na seleção. É normal que uma pessoa não se adapte a outro país. É natural porque os costumes são diferentes'', diz. Ela salientou que, mesmo desligadas do projeto, as famílias estão legalizadas para trabalhar em qualquer lugar do país.
Por enquanto, porém, o envio de mais brasileiros através do programa está suspenso.(F.R.F.)

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