Para promotora, solução é investir nas famílias
Arquivo FolhaForçaÉdina de Paula: É importante também buscar apoio em DeusA promotora Édina Maria da Silva de Paula, da Vara da Infância e da Juventude, acredita que o caminho mais viável para afastar os adolescentes das drogas é investir na educação e na reestruturação das famílias. Ela observa que a maioria dos adolescentes que se envolvem com entorpecentes tem casa, pai e/ou mãe e irmãos.
A família tem que ter consciência de que ela está sendo omissa. Ser pobre não é desculpa acrescenta. E é importante também buscar o apoio em Deus. A família tem que acreditar numa força maior senão ela desiste, não consegue reunir forças para enfrentar o problema.
Na opinião da promotora, uma alternativa mais imediata seria a ativação em Londrina do Comunidade Terapêutica, que daria assistência total ao dependente. Um prédio chegou a ser construído na Gleba Lindóia (zona leste) especialmente para abrigar o programa. Mas falta a prefeitura viabilizar recursos para a implantação - assessoria, treinamento e contratação de pessoal para manutenção.
Édina de Paula lembra que projetos semelhantes foram implantados ao longo de mais de 10 anos pela Universidade de São Paulo (USP) - com ótimos resultados - em cidades como São Paulo, Santos, Ribeirão Preto e até em Cabo Verde, no continente africano. O Comunidade Terapêutica seria um trabalho mais sistemático. Hoje nós temos algumas entidades que cuidam do problema mas não existe uma ação coordenada. Falta articulação, defende.
Esse centro estaria atendendo o menor tão logo ele começasse a usar a droga; e também realizando um trabalho preventivo, oferecendo atividades. Assim, o jovem estaria enfrentando as dificuldades com outras atividades, e não com as drogas, acrescenta a psicóloga Inês de Carvalho, do Serviço de Atendimento Social do Ciaadi.
A Folha entrou em contato com a assessoria de imprensa da secretaria de Ação Social de Londrina para saber sobre a implantação do Comunidade Terapêutica. Mas a secretária Marisa Goettel do Nascimento não retornou as ligações para informar em que fase se encontra o projeto atualmente. (L.H.)





