Para promotor, atitute de Colaço é incoerente
Para quem ressucitou o muro do escracho, essa atitude é, no mínimo, incoerente. A afirmação é de um promotor de uma das Varas Criminais de Londrina, que pediu para não se identificado, se referindo à parede da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, coberta com o símbolo da Polícia Civil, onde os suspeitos de crimes são apresentados à imprensa para serem fotografados. A prática havia sido extinta durante a coordenção do delegado Gilson Garret Algauer e retornou quando o delegado Pedro Colaço assumiu a chefia da SDP.
Segundo o promotor, a Constituição preserva o direito da imagem, mas a atitude do delegado seria uma interpretação extrema do artigo 5º. De acordo com ele, não há porque impedir apenas a divulgação do fato, desde que não esteja incorrendo em nenhum crime previsto pela Lei de Imprensa, como ofensa à honra.
Para o promotor, o delegado teria que preservar a imagem não só da vítima, mas também do criminoso,o que não está acontecendo. E o artigo 5º é para todos, afirmou. Se fóssemos levar ao rigor da letra, não poderia haver jornais e muito menos a função da promotoria, porque quando apresento denúncia estou expondo a imagem daquela pessoas. Assim como os próprios policiais.





