Para o secretário municipal da Administração, José Alberto Reimann, não houve irregularidade no processo de permuta de terrenos. Ele nega a denúncia de que a prefeitura indicaria a um particular a compra de um terreno para depois ele ser desapropriado e permutado por outra área. ‘‘Neste caso, por exemplo, a área de 1,2 mil metros quadrados no Jardim Botânico já havia sido reconhecida como utilidade pública em 1988, e os terrenos recebidos em permuta eram de propriedade da família desde 1987’’, explicou. Essas áreas também já teriam sido utilizadas para alargamento de ruas nos anos 70, segundo o secretário.
Reimann disse que não há previsão de qualquer obra da prefeitura para esse terreno, por isso ele foi cedido em permuta. ‘‘Nós não podemos deixar de disponibilizar uma área que está sendo disputada há mais de dez anos esperando que algum projeto para o local apareça no futuro’’, argumentou.
Os valores utilizados para a permuta foram definidos em agosto do ano passado, quando saiu o acordo. O secretário disse que é possível que com as melhorias feitas no local, o terreno tenha sido valorizado, mas que devem ser respeitados os números do acordo.

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