O empresário Rinaldo de Oliveira Silva, 42, morto com um tiro no peito na manhã de segunda-feira, durante assalto no estacionamento de um banco, foi enterrado ontem. Durante o velório, o cunhado da vítima, Odair Scotton, explicou que o malote que Rinaldo carregava não foi roubado. ''O bandido não levou, os funcionários do banco guardaram. A esposa dele estava aguardando no carro, no estacionamento. A violência está horrível e a família está vivendo a dor da perda'', disse, revelando que há poucos dias o sócio de Silva foi espancado durante um assalto em frente a uma agência bancária.
Com a morte de Sirlei Vieira dos Santos, Londrina totaliza seis latrocínios desde o começo do ano. ''É de chocar dois crimes tão violentos em tão pouco tempo. O latrocínio é um crime de difícil prevenção porque não tem como saber qual a reação do assaltante e muito menos da vítima. Embora a polícia alerte para que as pessoas não reajam, em alguns casos a reação é automática. Em ambos os casos ficou claro que a melhor coisa é a vítima não esboçar nenhum tipo de reação'', disse o delegado chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Barroso. Segundo ele, no ano passado Londrina registrou oito latrocínios.
O porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, disse que crimes desse tipo não têm acontecido cotidianamente. ''A polícia tem feito um esforço grande para localizar os criminosos'', afirmou. Segundo ele, as operações da PM vêm sendo realizadas diariamente. (F.B.)

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