Para planejamento, ritmo é o 'ideal'
Para o secretário municipal de planejamento Horácio Utiamada, Londrina deve retomar a evolução do IDH nos próximos quatro anos, quando os investimentos em educação e saúde serão priorizados pela prefeitura. O secretário também considerou ''ideal'' o ritmo de crescimento estimado pelo IBGE, como forma de garantir o planejamento sustentado para atendimento à população.
''A cidade sempre atraiu moradores por ser um pólo de prestação de serviços. A meu ver, as variações no crescimento populacional devem-se mais ao perfil universitário da cidade do que a fatores como qualidade de vida. Este perfil cria um volume de população flutuante muito grande'', explicou o secretário.
Utiamada mostrou-se precavido ao avaliar o ritmo de crescimento das outras cidades do Estado e a compará-los a Londrina. Segundo ele, as referências utilizadas pelo IBGE para as estimativas são antigas, impedindo o instituto de fazer avaliações mais próximas da realidade atual. ''Alguns parâmetros utilizados nas estimativas têm até 10 anos. Isso significa que somente um novo senso vai dizer se o crescimento estimado para este ano é real'', afirmou. Segundo o chefe da agência do IBGE em Londrina, o instituto deve realizar uma nova contagem populacional em 2006. Porém, a previsão é de que um senso completo só aconteça em 2010.
A possibilidade de Londrina ter realmente apresentado crescimento inferior ao das outras grandes cidades do Estado, no entanto, não foi descartada pelo secretário. ''Temos que levar em conta fatores como o histórico político de Londrina. Nenhuma das outras grandes cidades passou pelo que Londrina passou, com uma cassação do nosso prefeito, o que tomou proporções nacionais. Isso, de fato, diminui a atratividade de um município'', disse, referindo-se ao escândalo AMA-Comurb, quando o Ministério Público iniciou a investigação do desvio de cerca de R$ 200 milhões dos cofres do município, na administrção do então prefeito Antonio Belinati.
Voltando a avaliar o crescimento de Londrina, Utiamada considerou a evolução de 2,88% como ''ideal''. ''É um ritmo alto e bom, pois permite planejamento ágil. Um 'boom' não seria saudável para a cidade porque poderia criar riscos de não termos tempo de planejar atendimento em saúde e educação eficientes'', explicou.





