Para piloto, imersão é a melhor forma de aprender
Poliglota é a palavra que define o piloto Fabio Henrique Teodoro de Oliveira: a curiosidade o levou a aprender os idiomas mais inusitados do planeta. Ele já viajou do inglês ao italiano, passando pelo francês, espanhol e chinês sem deixar terras brasileiras. Mas ao se deparar com um família russa que veio trabalhar em Londrina, interessou-se pelo idioma dos amigos e depois de aprender as primeiras frases, transferiu-se para a Ucrânia, onde aperfeiçoou seus conhecimentos sobre a língua nos sete meses em que viveu lá.
De volta ao Brasil, Oliveira tornou-se professor de russo e hoje dá aulas particulares, enquanto estuda para prestar concursos públicos. Mas foi quando ainda morava na Europa Oriental que ele se interessou pelo árabe, depois de uma visita de dois meses à Síria. Ainda na Ucrânia, ele conheceu um indiano com quem aprendeu algumas frases em hindi.
''Sempre tive interesse em idiomas diferentes. Já tinha estudado inglês e francês e estava procurando outra língua, mais exótica, quando surgiu o russo'', contou o piloto, fluente em inglês, francês, russo e árabe. ''Fiz espanhol, italiano, um semestre de chinês, mas como não pratiquei muito, me falta fluência'', disse Oliveira, para quem sempre vale a pena investir em cursos de língua estrangeira.
Conhecedor de tantas línguas, ele não soube definir qual a mais difícil de aprender. ''No russo, aprender a ler e a escrever é mais fácil, falar é que é difícil. Já no árabe é o contrário: a gramática é difícil, mas você consegue entender e falar com mais facilidade'', opinou Oliveira, sugerindo a imersão como a melhor forma de aprender a fundo o idioma de um país. (M.G.)





