Para pesquisador, objetivo não é prorrogar menopausa
O médico Gilberto Almodin afirma que o objetivo da nova pesquisa não é prorrogar a menopausa, apesar da técnica devolver a sexualidade e resolver o problema da fertilidade em mulher com ovário destruído. Para o médico, o assunto pode se transformar em polêmica por falta de legislação específica. ''Em uma pesquisa procuramos sempre uma solução, mas sabemos que isso irá gerar algum tipo de problema'', ressalta Almodin.
Segundo o médico, o assunto será discutido com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida para se definir uma norma técnica e de ética para o uso do implante. Almodin lembra que o ovário reimplantado atrasa em pelo menos 10 anos a menopausa. ''É quase como encontrar uma fonte da juventude para a mulher'', compara o médico.
Almodin destaca que não há como controlar a atividade do médico que decidir usar a nova técnica para atrasar a menopausa. ''Por isso, é importante a instauração de um código de ética'', declara o médico. Segundo Almodin, as normas para o uso do implante devem incluir o compromisso da paciente em congelar o tecido germinativo do ovário apenas para uma reprodução futura. ''Pretendemos evitar o uso para quem deseja somente prorrogar a menopausa'', diz o médico. (M.M.)





