Nas ruas das capitais, elas já circulam com frequência em meio ao trânsito de veículos, motos e caminhões. Movidas a eletricidade ou combustão, as bicicletas motorizadas são mais uma opção de locomoção, principalmente entre os trabalhadores.
Se no passado os primeiros modelos tinham rodas de madeira e eram movidos com os pés, sem pedais, quem iria imaginar que hoje elas roubam a cena adaptadas por uma bateria de 800 watts ou um motor de 48 cilindradas, garantindo ao ciclista a opção de pedalar ou apenas acelerar.
''Usei meu dinheiro da aposentadoria para comprar uma elétrica. Para mim, foi a melhor aquisição porque eu gastava antes uns 50 minutos para andar 12 quilômetros de casa até o trabalho. Hoje, faço em 20 minutos'', conta o porteiro Ailton Ferreira, de 63 anos, morador do Conjunto Cafezal I (zona sul de Londrina).
Ele aposentou a antiga bicicleta, mas garante que não deixa de pedalar com a elétrica. ''Essa é mais rapidinha, mas gosto de pedalar de vez em quando para fazer exercícios'', diz Ferreira, que fez a compra há menos de um ano e desembolsou R$ 2 mil.
O proprietário de uma loja de bicicletas em Londrina, Wilson Ferreira Barros, que atua há 23 anos no ramo, começou a adaptar e fabricar esse tipo de condução em 2009. ''Fiz um curso de elétrica e comecei treinando na minha. Hoje, vendo ela completa com lanternas, buzina, velocímetro, farol e carregador de bateria'', comenta.
Outro comerciante no setor, Paulo Mariano explica que a procura pelas bicicletas motorizadas têm se popularizado por ser um meio de transporte econômico, principalmente entre homens na terceira idade.
De acordo com Mariano, no mercado atual existem modelos com ou sem pedal, mas também é possível adaptar as comuns com a instalação de um motor a combustão ou uma bateria, impulsionando ambos a uma velocidade de até 50 km/h. A bicicleta elétrica pode ser recarregada em uma tomada, já o motor deve ser abastecido com gasolina e óleo 2 tempos.

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