Para onde vai o lixo?
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Para a maioria das pessoas não vai mudar nada. Quando o Aterro da Caximba for desativado como o previsto, no meio de 2009, o lixo vai continuar sendo recolhido na porta das residências e levado para algum lugar. O serviço não vai parar. Mesmo que o impasse na escolha da área que vai receber o lixo de Curitiba e outras 15 cidades que fazem parte do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos não afete grande parte da população de Curitiba e Região Metropolitana, uma parcela do povo se preocupa com o assunto que corre em gabinetes e tribunais de Justiça: os moradores das três áreas visadas para se tornar a ''nova Caximba''.
Entre 30 locais analisados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), três foram considerados ideais: o próprio bairro da Caximba, em Curitiba, onde hoje funciona o Aterro da Caximba; uma área em Fazenda Rio Grande (RMC); e outra em Mandirituba, também na RMC. A escolha do local e a abertura da licitação para escolher a empresa que deve assumir a usina de processamento do lixo depende de audiências públicas com a população dos três lugares, que devem acontecer até o fim de janeiro de 2009.
Em nota, o IAP informou que ''a audiência pública é uma das etapas do processo de licenciamento ambiental - que, devido à suspensão das audiências solicitadas pelo Ministério Público, deverá se estender por mais tempo que o previsto''. De acordo a assessoria do IAP, nenhum dos profissionais do instituto poderiam sanar mais dúvidas sobre o processo de escolha do novo aterro e do impacto ambiental no locais por estarem com a ''agenda lotada''.
Também procurados pela FOLHA, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos não responderam até o fechamento desta edição.
De acordo com a Prefeitura Municipal de Curitiba, o novo espaço não será um aterro e sim uma indústria que terá o lixo como matéria-prima. A intenção é reciclar as 2,4 mil toneladas de lixo produzido por Curitiba e os 15 municípios. A previsão é que todo o montante de lixo seja transformado em adubo e material energético.
O objetivo ainda é apenas 15% de rejeitos já processados serão tratados em aterro sanitário. De acordo com a prefeitura, essa parcela do lixo é de baixo teor de umidade e não é composto de matéria orgânica, sendo inerte, não produzindo chorume e cheiro.


