Para onde vai o dinheiro apreendido pela polícia?
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terça-feira, 26 de junho de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Você já parou para pensar o que é feito com o dinheiro apreendido durante uma operação? ''Todo o dinheiro apreendido pela polícia é depositado numa conta em juízo criminal até o julgamento do processo'', explicou o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Sérgio Barroso.
Segundo ele, se for confirmado que o dinheiro era fruto de um crime, a soma é repassada ao Estado no final do processo. ''Parte da quantia também pode ser destinada ao pagamento dos custos do processo'', completou Barroso.
Já as mercadorias apreendidas, como televisores, rádios, carros, motos, devem ser guardadas pelo cartório distribuidor junto à documentação do inquérito até o julgamento. ''Mas como a maioria dos cartórios alega não ter espaço disponível, a polícia acaba ficando com um ônus que não é dela'', disse o delegado.
Conforme ele, a polícia de Londrina até alugou um barracão na cidade para guardar os objetos que antes eram armazenados nos distritos. ''Têm carros com 20, 30 anos, sucateados, que poderiam se tornar foco de dengue nos distritos, além de máquinas caça-níqueis deterioradas pelo tempo.''
Segundo Barroso, após a conclusão do processo, o juiz é quem determina o destino das mercadorias. ''Se o crime não é provado, é possível que a mercadoria seja devolvida ao dono.'' Em outros casos, citou o delegado, o juiz pode até decretar um leilão em prol de entidades beneficentes ou conselhos de segurança.
Quando o item em questão são drogas, o procedimento é diferenciado. Até o processo criminal ser julgado, a substância é guardada pela polícia num lugar confidencial, ''para depois ser incinerada, caso não couber mais recurso jurídico'', afirmou o delegado.
''Nos casos em que há grande quantidade de drogas, o delegado pode fazer um acordo com o juiz, que determina que seja guardada uma pequena quantidade da substância para servir como prova no processo, enquanto o restante é destruído de imediato'', concluiu Barroso.


