Londrina - Quem utiliza o transporte coletivo em Londrina se depara constantemente com a falta de informações sobre as linhas, itinerário e horários que os veículos passam tanto nos pontos como nos terminais. Sem dados em placas, monitores ou qualquer outro tipo de mostrador, o usuário acaba recorrendo, geralmente, a outros passageiro ou ao motorista.
Para onde vai esse ônibus? Esse aqui passa perto do hospital da zona sul? Que linha eu pego para ir para o shopping? Ele vai para a prefeitura direto ou tenho que pegar outro? Onde fica o ponto para ir à universidade? Quais as linhas que passam pela Avenida Bandeirantes? A que horas passa o ônibus para ir à Rodoviária? De quanto em quanto tempo os ônibus passam para ir para o Terminal Central? Essas e outras perguntas são ouvidas frequentemente nesses espaços.
O presidente do Londrina Convention & Visitors Bureau, Reinaldo Cassemiro da Costa Junior, afirmou que Londrina, do ponto de vista turístico, está bem servida por placas nas vias para os motoristas. Porém, admitiu que para os usuários de ônibus faltam informações. "Os pontos de ônibus, eu tenho que reconhecer, não estão bem sinalizados." Em Londrina são emitidas 160 mil passagens por dia.
Ele destacou que as pessoas mais atingidas são os usuários habituais, da cidade. "No que diz respeito aos turistas, o impacto é menor", observa Costa Junior.
As estudantes universitárias Caroline Cogo, Ana Júlia Brolio e Camila Lopes são de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) e todas na faixa dos 17 anos. Elas relatam que se estivessem sozinhas teriam dificuldades de saber quais linhas pegar. "Felizmente nossos veteranos explicam para a gente quais os ônibus precisamos pegar para a gente se locomover por aqui", relatou Caroline, explicando que como é caloura de Enfermagem, precisa se deslocar tanto para o campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na zona oeste, quanto para o Hospital Universitário (HU), na zona leste.
"Não tem informação de itinerário e nem de horário aqui no ponto da Rua Minas Gerais (área central). Se eu tiver que pegar um ônibus para uma região para qual não estou acostumada, fica difícil também", criticou a estudante de Educação Física Jéssica de Souza, de 22 anos.
A operadora de telemarketing Jéssica Fernanda de Oliveira, de 18 anos, destacou que frequentemente vê as pessoas perguntando umas às outras sobre itinerário e horário. "Já vi pessoas embarcarem no veículo e pedirem para descer no ponto seguinte porque pegaram o ônibus errado", destacou.

Internet
Nos terminais de transporte coletivo o problema é semelhante. Embora em alguns locais exista o número da linha, para descobrir sobre os itinerários ou horários é uma dificuldade, já que só existe um balcão de informações em cada terminal. Fora disso, somente pelo site das empresas que operam no setor e mesmo assim os horários disponibilizados só consideram o início e o final do trajeto e deixam de informar os horários dos pontos existentes ao longo do percurso.
O cobrador Zeferino de Souza trabalha no balcão de informações do Terminal Central há dois anos. Ele revela que mensalmente repassa mais de 10 mil informações sobre as linhas e itinerários.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Alberto Geirinhas, afirmou que as informações de horários e itinerários estarão disponíveis nos pontos de ônibus por meio de parceria com empresas da iniciativa privada. "Já estamos elaborando o termo de referência para que isso seja feito. Isso deve ser concluído até o final de março. A partir disso teremos entre 30 e 45 dias para anunciar as empresas vencedoras para que eles implantem isso", explicou.

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