Para o ginecologista e obstetra Alexandre Moreira Fernandes, de Londrina, a decisão de optar por um parto normal ou cesária, seja no hospital ou na própria casa do paciente, deve sempre ser tomada de forma conjunta pelo médico e pela paciente, respeitando as condições necessárias para a realização, já que o parto no ser humano seria, segundo ele, envolto de características muito peculiares.
''Nós somos mamíferos bípedes, uma situação rara, senão única na natureza, o que torna o mecanismo de parto no ser humano muito peculiar, diferente de outras espécies. Isso influencia para que haja um índice de complicações um pouco maior no parto'', observou.
''E pensando nessas complicações devemos tomar uma posição baseada na segurança da mãe e do bebê. Eu não realizo, e assim como o CRM, não aconselho que o parto seja realizado em casa, devido à possibilidade de intercorrências. E se de repente o bebê apresenta um quadro de hipoxia, que é a falta de oxigenação no cérebro e que pode gerar muitas sequelas para a criança, o que a doula irá fazer? Nos hospitais, nós temos condições para reverter isso, mas e na casa da gestante?'', questionou. ''O risco é realmente grande.''(F.C.)

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