Para o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) Rony dos Santos Alves, os alunos de hoje em dia são diferentes dos alunos de alguns anos atrás, e a escola precisa fazer adequações, quando necessário. ''Os piercings, assim como os brincos, são furadores. O Núcleo entende que se a escola proibir os alunos de usarem piercing deverão impedir também que todos que a frequentam usem brincos.'' O papel da escola, segundo Alves, é informar sobre os riscos, promovendo inclusive palestras e discussões com profissionais da área de saúde.
''Se depois de bem informados, os pais ainda permitirem que seus filhos usem piercing, a escola não pode impedir que eles frequentem as aulas. É como a questão do sol. Todos sabemos que ficarmos expostos a ele em determinados horários pode causar câncer de pele, mas não podemos impedir que uma pessoa, informada sobre os riscos, exponha-se aos raios solares'', comparou. O chefe do NRE também lembrou que todo aluno está amparado por leis superiores como a constituição federal e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). ''Quando a escola cria regras tem que estar ciente disso.'' (S. L.)

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