Para NRE, desafio maior é reduzir evasão
Londrina - A evasão no ensino público é um resultado geralmente atribuído à soma dos fatores estudo e trabalho. "Muitos alunos evadem porque não conseguem trabalhar e estudar ao mesmo tempo. As escolas estaduais têm feito ações que conseguiram segurar o aluno que estuda no período noturno, mas isso ainda não foi refletido em um bom desempenho. Estamos competindo com o trabalho, o desinteresse do aluno, o cansaço. Fazer com que ele permaneça na escola e tenha sucesso é um grande desafio", afirma a chefe do Núcleo Regional de Educação, Lúcia Aparecida Cortez Martins.
Mais do que o alto índice de reprovação no Ensino Médio em Londrina, Cambé e Rolândia, combater a evasão escolar continua sendo o foco maior de ação do NRE, segundo Lúcia. "A prioridade do aluno nessa fase da vida acaba sendo o trabalho. Temos feito com que ele entenda que a ascensão no trabalho vai acontecer por meio da escola. É uma ação do dia a dia", reconhece a chefe, para quem o índice de 1,2% na taxa de abandono registrada em Londrina no ano passado é um alento. Mas não é tudo. "O ideal é que a evasão seja zero", diz. Em relação à alta taxa de reprovação dos alunos de Rolândia, 21,4%, a maior entre as cidades da Região Metropolitana de Londrina (RML), a chefe do NRE creditou o problema justamente ao alto número de matrículas no período noturno.
A educadora Alejandra Velasco, da ONG Todos Pela Educação, diz que a grande batalha a ser travada pelos profissionais de educação é exigir do poder público garantias para que o aluno apenas estude. Em relação ao ensino no período noturno, Alejandra afirma que há correntes que defendem sua existência porque é a única opção possível para quem precisa trabalhar. "O que nós precisamos avaliar é se no curso noturno as instalações e os professores são tão bons quanto no curso diurno ou se ele só está acomodando as necessidades da rede de ensino", salienta. (D.P.)





