Natal. Dia de se reunir com a família, trocar presentes, refletir e trabalhar. Para muitos londrinenses, ontem, apesar de ter sido um domingo somado à uma das maiores festividades cristãs foi um dia de muito trabalho.
Dia cheio, como o das dezenas de funcionários da Maternidade Municipal, que se revezaram em turnos de seis horas para não parar o atendimento. Plantões mais do que justificados. Entre as 15 horas do dia 24 e as 15 horas do dia 25, oito bebês nasceram no local. ''Duro é deixar a família em casa e vir trabalhar, mas a gente sabe da necessidade'', disse, conformado, o agente administrativo, Alex Nellessen, 35 anos.
Já o proprietário de uma banca de jornais e revistas instalada no centro da cidade, Joel Prado, 60 anos, não se importa em trabalhar no Natal. Aliás, a banca não fecha nem um dia no ano. ''É costume abrirmos no Natal. Já é uma tradição e a clientela está acostumada. Há também as pessoas que chegam de fora e querem cartões telefônicos, jornais, revistas. Abrimos 365 dias no ano'', garantiu.

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