Segundo a promotora da Vara da Infância e Juventude, Edna Maria de Paula, desde que foi inaugurado, há cerca de sete anos, o Ciaadi registrou apenas três fugas, o que reforça a opinião da psicóloga Inês Faria de Carvalho sobre a relativa tranquilidade do centro. Para acabar com as ameaças de rebelião e fugas, que se tornaram constantes há apenas dois meses, a promotora e a psicóloga têm a mesma opinião: o Educandário precisa ser reativado com urgência.
O funcionamento da Usoil, ao contrário do que acontecia no Ciaadi até o início de novembro de 2004, foi marcado pela tensão e constantes tumultos. Desde julho do ano passado, pelo menos 10 fugas e igual número de rebeliões foram registradas na unidade, até a interdição, ainda no final de novembro. Na ocasião, os 40 internos destruíram praticamente todo o prédio, evidenciando a falta de segurança e falhas arquitetônicas do prédio.
Após a rebelião, os menores foram transferidos para outros educandários do Estado. O Ciaadi recebeu 10 internos. As reformas foram iniciadas imediatamente, com previsão para entrega em 60 dias. ''Temos cerca de 40 operários trabalhando e o cronograma está em dia'', afirmou à reportagem da Folha a chefe do Iasp, Thelma de Oliveira.
Orçadas em R$ 340 mil, as reformas, segundo o coordenador administrativo da Usoil, Arnaldo Okamura, prevêem a construção de muros para a divisão do prédio em alas e de um novo refeitório, além da instalação de câmeras de vigia. ''Com o novo formato, poderemos dividir os internos por porte físico, idade e gravidade das infrações cometidas, o que antes era um grave problema da unidade'', afirmou Okamura, lembrando ainda que também estão previstas mudanças no sistema pedagógico do Educandário, com a oferta de cursos como computação e inglês.
O coordenador confirmou a previsão de entrega da unidade para o final de fevereiro. ''Com o fim das obras, o prédio deve ser reutilizado o quanto antes'', concluiu Thelma. (A.M.)

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