A promotora da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, Susana de Lacerda, recebeu ontem o auto de prisão em flagrante dos dois policiais militares envolvidos na morte do carregador Jamys Smith da Silva, 20 anos, no dia 14 de maio, na Zona Leste. O fato de o caso ter sido remetido para a Justiça Comum pode indicar que no entendimento da Auditoria Militar houve crime doloso (com intenção de matar) contra a vida e os suspeitos deverão ir a júri popular.
Susana preferiu não dar maiores detalhes sobre o caso alegando ter recebido apenas o laudo de prisão em flagrante. Ela esclareceu somente que o fato da Auditoria Militar ter enviado o caso à Justiça Comum ''significa que o promotor e o juiz da Polícia Militar entenderam que houve crime doloso contra a vida de Jamys''.
A promotora aguarda o envio do inquérito policial militar (IPM) e do laudo do Instituto de Criminalística (IC) para dar sequência ao processo e formar sua convicção. Só após essa fase é que ela irá definir quais e quantos policiais deverão responder pelo crime.
Jamys foi morto na madrugada do dia 14 de maio, quando dava uma festa em sua casa, no Jardim Santa Fé. A PM foi acionada para apurar uma reclamação de sossego mas ao chegaram ao local Jamys teria se recusado a abaixar o volume do aparelho. Na confusão, o carregador acabou sendo espancado pelos policiais, teve rompimento do fígado e não resistiu aos ferimentos.
Segundo os depoimentos de testemunhas tomados durante a instrução do flagrante, quatro PMs teriam participação na agressão, mas apenas dois foram presos. Outros 20 policiais envolvidos foram afastados das ruas.

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