Para Mônica, não foi novidade

Dorico da Silva
Palavra de mãeMônica Yamamoto com Cristian: ‘Não abro mão do processo natural porque sei que ele é o mais seguro’Primeiro bebê do País a nascer através da associação de dois métodos de parto verticalizado, sentado e de cócoras, Cristian nasceu com 3,6 quilos e 51 centímetros e passa bem. Para a mãe, Mônica Santana Yamamoto, 35 anos, e o pai, Kazuhito Yamamoto, 41 anos, a experiência não foi exatamente uma novidade. Cristian é o quarto filho do casal e os três primeiros nasceram de parto verticalizado (de cócoras), assistidos por um médico de Belo Horizonte, onde a familha morou até agosto de 97.
Mônica não pensa em ter outros filhos, mas defende o parto verticalizado. ‘‘Pretendo parar por aqui, mas recomendo o método. Ter filhos deitada é como empurrar um carro ladeira acima. No parto verticalizado, a natureza ajuda. A gente empurra ladeira abaixo.’’
Formada em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais, ela conheceu o método quando ainda não era casada e decidiu que, quando chegasse sua vez, optaria pelo parto de cócoras. ‘‘Eu nunca aceitaria ter meus filhos fora do hospital onde qualquer complicação poderia ser resolvida. Mas também não concordo em abrir mão de um processo natural porque sei que ele é sempre o mais seguro’’, frisa Mônica.
O sucesso do primeiro parto, da filha Karina, hoje com cinco anos, ganhou a confiança da mãe de Mônica, Yole Santana Rocha, que também se tornou uma defensora do método. ‘‘Se as pessoas soubessem como é mais fácil e saudável, ninguém ia querer ter filhos deitada’’, afirma Yole. Mônica acredita que a posição também ajuda a amenizar a dor das contrações. ‘‘A gente participa tão ativamente do parto, assiste a todo o processo e acaba não se preocupando tanto com a dor.’’
Kazuhito Yamamoto esteve presente aos nascimentos de todos filhos. O de Cristian foi registrado por um profissional, mas nos três primeiros ele mesmo se encarregou de tirar as fotografias.

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