Curitiba - ''Foi uma situação difícil, mas também gratificante'', assim Cecília Brito Teodoro define a decisão que teve que tomar ao doar os órgãos do filho de 21 anos, Jackson Henrique Teodoro, que morreu após um acidente de moto.
Cecília diz que lembrou que o filho sempre comentava ''em tom de brincadeira'' que era doador e decidiu, em conjunto com os irmãos do rapaz, fazer a doação dos pulmões, córneas, fígado, rins, pâncreas e coração. ''O Jackson gostava de ajudar e continua ajudando. Se cada um que passa por essa situação pudesse fazer o mesmo, iria acabar com essa fila'', conta.
Hoje, ela diz que a doação a auxilia a superar a ausência do filho. ''Hoje, a impressão que tenho é de que o meu filho está vivo. Eu conheço três pessoas que receberam os órgãos. A minha família aumentou'', diz.
De uma moça que recuperou a visão após receber as córneas de Jackson, Cecília conta ter recebido uma das surpresas mais emocionantes de sua vida. A homenagem ocorreu no casamento da jovem, meses após o transplante. ''No momento de jogar o buquê, ela pediu desculpas às moças solteiras e explicou que daria as flores para uma pessoa muito especial. Ela disse que essa pessoa, que mesmo com todo o sofrimento, foi responsável pela recuperação da visão dela. Era eu''.
A irmã do rapaz, Jaqueline Teodoro concorda. ''Acho que é importante a pessoa pensar que pode ajudar alguém. Desta forma, parte dessa pessoa estará viva'', afirmou. (K.L.M.)

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