‘‘Uma área bem localizada e onde não há qualquer impedimento técnico para execução de projetos de moradia.’’ Esta é a opinião do atual presidente da Companhia de Habitação de Londrina, Wilson Mandelli, sobre a fazenda Refúgio, na zona sul. Ele afirma: ‘‘Não há local impróprio para moradia’’. A exceção, segundo ele, são áreas onde acontecem alagamentos ou outros problemas ‘‘muito graves’’.
Sobre a declividade e o solo rochoso da Refúgio, o engenheiro diz que são problemas que não atingem 100% do terreno e que podem ser solucionados através de um projeto bem elaborado, que levaria no máximo 90 dias para ficar pronto. ‘‘Nada é impossível na engenharia.’’
Questionado a respeito da viabilidade sócio-econômica do projeto, ele entende que, caso a Justiça determine que a fazenda é da Cohab, a questão econômica terá que ser ajustada à social. ‘‘Vamos fazer casas para beneficiar a população carente e o custo social a sociedade terá que pagar’’.
Mandelli diz que a Cohab pretende fazer uma ocupação ordenada no local, observando a questão topográfica. ‘‘Podemos fazer até 6.800 lotes. Mas também podemos fazer um grande loteamento com prédios, casas boas, ordenando essa ocupação.’’
O presidente da Cohab afirma que tem interesse na agilização dos processos envolvendo áreas da companhia pendentes na Justiça. ‘‘Queremos saber se os terrenos vão ficar ou não com a Cohab para darmos um encaminhamento e resolver o problema da moradia.’’ Ele acredita que o custo da instalação das famílias não será caro porque elas pagarão pelos lotes. A prioridade será dada às 30 mil famílias que estão na fila da Cohab para compra da casa popular.
(Luka Morais)

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