Assunto político do momento em Campo Mourão, o veto do governador Jaime Lerner (PFL) ao projeto de lei que autorizava o governo do Estado a criar a Universidade Estadual da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Unescam), não parece ter mexido com a população. Ontem de manhã, a Folha ouviu 25 pessoas no centro da cidade sobre o assunto. Apenas cinco souberam dizer o que é a Unescam.
‘‘Nunca ouvi falar nisso antes’’, disse o gari José Lourenço Joaquim, 36 anos. ‘‘Nescam? Não, não sei o que é isso’’, reagiu o carroceiro Expedito da Silva Reis, 65 anos. O pedreiro Nilo Maria, 49 anos, até que arriscou uma resposta: ‘‘Não é aquele negócio da conta externa do Brasil?’’, questionou, em dúvida. O comerciário Genésio Mendes, 34 anos, também ‘‘chutou’’ errado: ‘‘Não é uma associação, igual a Adescam?’’, perguntou.
Outro que arriscou um palpite, mas passou longe, foi o auxiliar de serviços gerais Valdecir Cassimiro da Silva, 32 anos. ‘‘Não tem alguma coisa a ver com a saúde?’’ A dona de casa Miraí Araújo, 49 anos, não arriscou palpites, mas deu uma desculpa para não saber o que é Unescam. ‘‘Moro no sítio e só venho uma vez por mês à cidade’’, disse. O corretor de imóveis José Carlos da Silva, 46 anos, afirmou que até ouvir falar da Unescam. ‘‘Mas não sei o que é, não.’’
Entre os cinco entrevistados que souberam dizer o que é Unescam, todos já sabiam que o projeto de criação da universidade estadual tinha sido vetado. ‘‘O pessoal está pelejando para trazer uma universidade, mas parece que não está dando certo’’, disse o vigilante bancário Davi da Paz Felizardo, 38 anos. ‘‘Unescam é uma universidade, mas fiquei sabendo que não vai sair mais’’, destacou o sorveteiro Joel Mororó da Silva, de 13 anos. (S.S.)

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