Londrina - Angelo Oswaldo de Araújo Santos, presidente do Ibram, faz um contraponto aos administradores ouvidos pela FOLHA e argumenta que "o momento dos museus brasileiros é muito bom". "A Petrobras destinou R$ 20 milhões para 12 museus importantes, de cidades-polo, e o Fundo Nacional de Cultura R$ 17 milhões para editais e prêmios para reforma e requalificação de museus. Dos 30 museus ligados ao Ibram, quase todos estão passando por obras. Além disso, 39 museus foram contemplados pelo PAC Cidades Históricas, em um total de R$ 134 milhões de investimentos. Vários museus estão em construção em todo o País", afirma.
Santos considera que os 52 museus extintos na década passada formam um contingente "quase insignificante". "Nós tínhamos 3.025 museus cadastrados em 2011. Hoje, são 3.330", diz.
Ele descreve que o Ibram trabalha com as instituições programas de gestão de riscos, educativos e de capacitação, além de conceder prêmios como estímulo. "A nova legislação permite que sejam criadas associações de amigos dos museus. Eles não podem depender apenas de recursos públicos. É necessário um envolvimento da comunidade, para que as instituições consigam carrear recursos e buscar apoios que vão permitir o desenvolvimento de suas atividades." (F.G.)

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